Mostrando postagens com marcador Naufrágios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Naufrágios. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SOMBRAS DE UM NAUFRÁGIO




Anos após anos, o "Altair" vai sumindo, pela corrosão, pelo mar, pelo vento, mais 15 anos o navio encalhado sumirá!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

NAUFRÁGIO DO SARITA







Procedente de Gênova (Itália) na primavera de 1897, com destino incerto, e com ordens diretas de sua proprietária, a italiana D. Sarita, para dar sumiço a qualquer preço no ¨vapore¨ SARITA para, com o prêmio do seguro, tentar salvar sua empresa, ora falida.

Seu comandante, o italiano Cosmo Marasciulo (foto abaixo), ao passar através de Rio Grande,RS, rumando para o sul, não teve dúvidas, contou pouco mais de 30 milhas e, a toda máquina, jogou seu navio de encontro à praia, vindo evidentemente a encalhar na posição de 32.32S e 52.23W.

Com toda a tripulação à salvo, pegaram alguns mantimentos e seus pertences, e partiram direto para Rio Grande a pé, chegando somente no dia seguinte a tardinha na cidade.

O comandante, após várias idas e vindas da Itália, Argentina e Brasil, radicou-se em Rio Grande, voltando a comandar navios Brasileiros na rota costeira da América.

Em uma de suas passagens por Buenos Aires, conheceu a paixão de sua vida, a Franco-portenha ¨AMÉLIA¨, com a qual um tempo depois casou-se e deu início a uma tradicional família Papareia.

Em 1952, em alusão ao ocorrido, foi construído, no exato local do naufrágio, um farol com o nome SARITA em sua homenagem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

NAUFRÁGIO DO RIO APA


No dia 11 de julho de 1887 ocorreu uma terrível tempestade no litoral do Rio Grande do Sul, mais precisamente nas proximidades de Bojurú e Rio Grande. Procedente do Rio de Janeiro com destino a Montevidéo, o paquete brasileiro RIO APA, luxuoso navio de passageiros (para os padrões da época), não resistiu a violenta tempestade que atingiu nosso litoral naquele fatídico dia. No dia anterior ao naufrágio (um domingo) ele foi avistado passando pelo povoado de Mostardas rumando para o sul, foi comunicado para Rio Grande sua passagem, como a bordo haviam passageiros originários de Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre e outras cidades gauchas, o navio faria uma escala em nosso porto para o desembarque dos mesmos, um grande numero de pessoas se dirigiu para a desembocadura da Lagoa dos Patos próximo a praia do Cassino ( na época não existiam os molhes da barra) para verem a chegada do navio na manhã daquele 11 de julho, uma segunda-feira, porem ele não apareceu! Naquela madrugada fatídica o RIO APA enfrentou a maior tempestade do final do século XIX registrada pelos meteorologistas e observadores do tempo daquela época. Segundo pescadores e moradores próximos a Bojurú e São Jose do Norte, os ventos na madrugada daquele dia eram quase ¨ciclônicos¨ e ondas que ultrapassavam os seis metros. O navio não resistiu a força da natureza e sucumbiu entre as ondas gigantes que o atacaram. A comoção foi muito forte nas elites brasileiras da época, não houve sobreviventes na tragédia, o numero exato de vitimas é ainda um mistério pois quando saiu do Rio de Janeiro foram registradas 160 pessôas entre tripulantes e passageiros, porem o navio fez escala nos portos de Santos, Paranagua e Itajai para desembarque de passageiros, mas calcula-se que deveriam ter a bordo na hora do naufrágio cerca de 126 indivíduos. Uma semana após o naufrágio, corpos começaram a chegar na praia, a maioria deles quando foram recolhidos pelas autoridades locais, estavam mutilados sem os dedos e muitos até com as mãos decepadas, provavelmente pela ação de vandalos e ladrões para roubarem anéis e jóias em geral. Foi a partir desta data que foi criado no Brasil uma rede de estações meteorológicas interligadas por telégrafo e operadas por oficiais e observadores voluntários do tempo. O temporal que afundou o RIO APA era chamado pelo caracteristico nome de ¨Carpinteiros¨ eram os de SE difíceis de serem interceptados devido a ausência de ilhas em que se pudessem organizar estações de observação meteorológicas naquela época.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

NAUFRÁGIO



Esta borda falsa, só pode ser visualizada quando a maré está extremamente baixa, ela encontra-se 5 km antes do navio Altair, mede em torno de 8 mts e faz parte do bombordo próximo a proa da embarcação, confeccionado de carvalho, com 3,5 pol. de espessura. Em seis anos foi a segunda vez que a encontrei. Não faço idéia de que barco seja.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

DEPOIS DA TEMPESTADE


Calmaria e aves, reinam na praia após tempestade.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

DESTROÇOS


Guincho central do navio Altair, utilizado para tracionar o pau-de-carga.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

ALTAIR I I


Esta foto do Altair foi tirada as 0730 am, com iluminação natural do sol lateralmente me chamou atenção a profundidade da mesma, dando para se visualizar os portainers do Tecom bem como as torres de transmissão elétrica da CEEE e o pórtico do Estaleiro Rio Grande mais a esquerda nota-se a proa de um navio no terminal graneleiro. Detalhe curioso, estas imagens de fundo estão a 20 km de distância (12.4 milhas).

domingo, 13 de julho de 2008

ALTAIR




Proveniente do Prata, em 06 de junho de 1976, o cargueiro Brasileiro ¨ALTAIR¨. com uma carga de 6.000 tons de milho em seus porões, enfrentou uma grande tempestade na costa sul do nosso estado, com ondas de até seis metros lavando seu convés, começou a sofrer infiltrações nos porões, ameaçando rebentar suas anteparas, sem máquina auxiliar e com a principal falhando, o Comandante não teve outra opção a não ser leva-lo a praia para minimizar a tragédia. Todos seus tripulantes foram resgatados com vida, bem como seus pertences e alguns pequenos aparêlhos do navio. O Altair descansa em paz nas geladas areias da praia do Cassino.